Ainda sobre andar a pé…

Falamos um pouco sobre o Como Anda no último post e queremos retomá-lo!

O Como Anda é uma iniciativa das organizações Cidade Ativa e Corrida Amiga e tem apoio do Instituto Clima e Sociedade (iCS). Ele nasceu em 2016 com o objetivo de compreender o cenário da mobilidade a pé no Brasil, levantando quem são e o que fazem as organizações que atuam no tema.

Em agosto de 2020 publicaram o MANIFESTO POR CIDADES PARA PESSOAS A PÉ, documento que reproduzimos parcialmente abaixo:

Mais do que nunca, é preciso defender cidades melhores para as pessoas que se deslocam e usufruem das cidades a pé. Caminhar é poético, é instrumental, é um ato essencial. É a forma de deslocamento mais antiga, natural e inerente aos seres humanos. Assim se deslocam pedestres: com o próprio corpo. Usando seus próprios pés e , quando necessário, bengala, muleta, cadeira de rodas, carrinho de bebê ou qualquer outro dispositivo para acompanhar esse movimento.

Caminhar conecta pessoas e lugares, sensações e sentimentos, e é o meio de transporte mais inclusivo, saudável, econômico, não poluente e com menor impacto ambiental. Caminhar é sustentável! (…)

O ato de caminhar também pode revelar as dificuldades de inclusão por dificuldade de acessibilidade, por idade, renda desigualdade social e reforçar o racismo e a violência de gênero.

Ao caminhar na cidade, as mulheres expõem suas vulnerabilidades por estarem mais expostas ao assédio e/ou violência, crianças e idosos se expõem por não terem espaços mais seguros. O caminhar na cidade implica em diferentes trajetos dispostos no espaço e na estrutura social. Negros e pessoas em situação de vulnerabilidade caminham de e para lugares social e economicamente distintos.

Pessoas com deficiência (…) realizam jornadas pavorosas, desbravando calçadas mal construídas, obstáculos e faixas de pedestres invisíveis aos carros. Nessa malha de trajetos, de corpos que se entrelaçam na cidade, o andar a pé é um ato de resistência e luta, quando na verdade deveria ser usufruído como um direito e percebido como uma experiência prazerosa, saudável e democrática.

A cidade que temos limita nosso caminhar, restringe o nosso direito de experimentar o espaço a nossa volta. A cidade que queremos deve ser construída também por ele. E não há melhor momento que esse para que, apropriando-nos das palavras de Antonio Machado, poeta espanhol: “Caminhante não há caminho, se faz caminho ao andar”, que andemos em direção às mudanças que são, muitas vezes negligenciadas e escancaradamente, necessárias. Defendemos um modelo de cidade que deve ser colocado em prática já.

Manifesto por cidades para pessoas a pé: https://comoanda.org.br/wp-content/uploads/2020/08/200808_ComoAnda-ManifestoColetivo.pdf

Se quiser explorar melhor o que eles andam inventando, acesse a publicação digital Andar a pé eu vou: caminhos para a defesa da causa no Brasil. Será que não surge uma ideia bacana para você transformar de alguma forma o seu contexto?

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