Aprendizagens na 2ª Conferência Brasileira de Aprendizagem Criativa

Semana passada aconteceu em São Bernardo do Campo a 2ª Conferência Brasileira de Aprendizagem Criativa (CBAC)! Nós estivemos por lá e vamos compartilhar um pouco do que vimos aqui para vocês!

Realizada pela Rede Brasileira de Aprendizagem Criativa, MIT Media Lab e Fundação Lemann, a CBAC é um espaço de encontro de educadores, gestores, pesquisadores, empreendedores, artistas, desenvolvedores, famílias e demais interessados em tornar a educação mais mão na massa, divertida, prazerosa e relevante para crianças e jovens no Brasil.

A primeira edição desse evento aconteceu no ano passado, em Curitiba, e a edição deste ano teve como tema “Prazer em ensinar, prazer em aprender” e contou com palestrantes nacionais e internacionais, diversas oficinas, trocas de experiências, apresentações de trabalhos e pesquisas em andamento, além de mostra interativa.

Aqui compartilhamos um pouco dos aprendizados que vivenciamos nesses 3 dias de evento! Como foi muita, muita coisa, vamos focar em alguns temas principais: Tinkering, Aprender Brincando, Tecnologias do Coração e Micromundo =)

TINKERING

Tinha tinkering por toda parte! Mas, aqui vamos destacar o que foi abordado no painel “Prazer em Ensinar, prazer em aprender”, que teve a participação do Sebastian Martin, compartilhando as experiências de aprendizagem desenvolvidas no Tinkering Studio, do Exploratorium – e suas contribuições para o desenvolvimento de diferentes habilidades entre os participantes , além da Paola Ricci, do Instituto Catalisador, e da Cássia Fernandez, pesquisadora do Centro Interdisciplinar em Tecnologias Interativas (CITI-USP).

O tinkering não é um termo muito fácil de traduzir, mas basicamente seria pensar com as mãos, pensar fazendo, pensar criando. É um processo importante nas atividades que adotam a aprendizagem criativa justamente por colocar em evidência a importância da experimentação, de se arriscar, do erro e da iteração no processo de criação de projetos, de materialização das ideias. Os materiais falam, muitas ideias podem vir da manipulação de diferentes materiais e, como diria Richard Sennett no seu livro “O Artífice”, o trabalho com as mãos anima o trabalho da mente – ou ainda, como Immanuel Kant coloca – “A mão é a janela que dá para a mente”.

Ao “tinkerarmos” vivenciamos bem o que é o processo errático de aprendizagem, que não vai linearmente de A → B e sim aparece mais como um emaranhado, em que há muitos começos e finalizações, muita frustração e erros, mas também muitos sucessos. O legal do tinkering é oferecer uma oportunidade para criarmos sem um plano totalmente traçado, experimentarmos os (e quem sabe nos apaixonarmos pelos) materiais…

Sebastian destacou que no Tinkering Studio as atividades de construção de autômatos e de máquinas de Rube Goldberg (as máquinas de reação em cadeia) são ótimas estratégias para desenvolver o tinkering. (O Sebastian também deu uma oficina chamada Tinkering Físico e Digital, em que construímos autômatos, conduzida a partir desta abordagem).

Autômato que criamos durante a oficina =)

Abre parênteses: Quando estamos escrevendo também estamos tinkerando? Afinal, as palavras podem ser grávidas de mundo e quando escrevemos estamos inevitavelmente pensando e criando ao mesmo tempo, experimentando palavras, ordenações, apagamos, reescrevemos, relemos, acrescentamos, cortamos… Fecha parênteses.

Continuando o painel, a Paola Ricci destacou o processo de “tinkerar” como catalisador para a construção de sentido, agregando outros P’s aos pilares da aprendizagem criativa, principalmente conectados ao Play – possibilidades, pertencimento, poesia, pesquisa… E destacou que o tinkering já vem sendo intencionalmente desenhado no currículo de algumas escolas, mais especificamente no currículo de Design Thinking do Fundamental I da Avenues, em São Paulo.

Dois projetos super legais apareceram em sua fala. Um é o Tinkerê, um coletivo com foco em estudos e ação relacionados ao tinkering e aprendizagem construcionista, que finalizou neste ano a tradução dos guias de atividades do Tinkering Studio.

O outro são as bibliotecas de práticas do Instituto Catalisador, que trazem referências para levar Aprendizagem Criativa para diferentes contextos, a partir de planos de atividades elaborados em práticas que eles “catalisaram” junto a estudantes dos Ensino Fundamental II em escolas estaduais na cidade de São Paulo. Entre as atividades realizadas pelo instituto, a Roda de Invenções chamou a nossa atenção por ligar a literatura e as rodas de leitura às atividades mão na massa, de tinkering, rascunhos tridimensionais e, posteriormente, a reflexão sobre o processo e o compartilhamento. 

Por último, a Cássia Fernandez, pesquisadora do Centro Interdisciplinar em Tecnologias Interativas (CITI-USP), compartilhou um pouco das aprendizagens vivenciadas durante a escrita da sua dissertação “Programação física e criatividade: contribuições de uma abordagem exploratória para a introdução da programação física no ensino”.

A natureza das coisas precisa ser sonhada com as mãos.

Gandhy Piorsky

TECNOLOGIAS DO CORAÇÃO

“O que significa mudar o mundo? Uma das coisas que eu acredito é no poder das tecnologias para mudar o mundo!” Foi assim que a Susan Klimczak, do South End Technology Center, iniciou a palestra super apaixonada que encantou a todos sobre as tecnologias do coração e o programa Learn 2 Teach, Teach 2 Learn.

Segundo a Susan, precisamos de uma nova e informada humanidade e não de iguais oportunidades em um mundo desumanizado. E é aí que entram as tecnologias do coração, tecnologias do amor, que são aquelas que trazem o melhor de nós e aprimoram os relacionamentos entre as pessoas e entre a humanidade e o planeta.

Entre as ações desenvolvidas no Tech Center, existe o programa Learn 2 Teach, Teach 2 Learn, que tem o objetivo de catalisar uma duradoura transformação cultural na comunidade onde é desenvolvido, possibilitando que as pessoas se tornem produtoras de conhecimento e disseminadoras de ideias. O programa é composto por três etapas: aprender, criar (ou construir) e ensinar. Na etapa aprender, jovens do ensino médio passam por formações que abordam diferentes tecnologias emergentes – como robótica e eletrônica, fabricação digital, programação de jogos e animações, design gráfico, entre outras. Após o período de formação, os estudantes se reúnem em pequenos grupos para desenvolver e construir um projeto que aborde um problema que consideram importante na comunidade – essa é a etapa criar. Ao construir esse projeto, os jovens devem usar pelo menos três das ciências e tecnologias que aprenderam durante o programa e durante esse período, o grupo trabalha em colaboração com outros jovens professores para desenvolver atividades de ensino a serem usadas na terceira fase o programa, que é ensinar! Inclusive existe uma espécie de rubrica para avaliar se os projetos criados são significativos.

Na última etapa, os estudantes, agora jovens professores, viajam em equipes para ensinar as seis tecnologias e ciências emergentes que aprenderam a outros jovens do ensino fundamental e médio que vivem no entorno ou em outros bairros de Boston. Durante todo o programa, os participantes recebem uma bolsa.

Se você se apaixonou por esse programa, recomendo visitar esta página, onde a Susan compartilha suas estratégias para a participação da comunidade e empoderamento do jovem, entre outras coisas. E, já que o assunto foi atividades com significado, vale olhar este material de Stanford.

A Susan tem uma energia muito contagiante, tanto na palestra, como na oficina que ela deu (Iluminando a Cidade), dá para sentir sua paixão por ensinar e aprender! Na oficina, cada passo que dávamos era super comemorado! E os erros também! “I love bugs!” – “eu amo os erros” dizia Susan a cada erro na programação da fita de LED! ❤

E essa forma de se apresentar enquanto educador conversa muito com o que ela comentou durante a palestra… cada pequeno passo deve ser comemorado!

A propósito, a oficina ministrada pela Susan foi planejada pelos jovens que participaram do programa Learn 2 Teach, Teach 2 Learn. E se ouvíssemos mais os jovens ao planejarmos nossas aulas?

Entre os aprendizados que ficam da palestra da Susan, o principal é a interação com as tecnologias de modo significativo, para a transformação, o uso social, apropriação para atuação na comunidade, empoderamento e responsabilização pela transformação da própria realidade. Esses últimos, empoderamento e responsabilização, conversam com um exercício importante destacado por  Susan, de imaginarmos de forma criativa o futuro, pois ao imaginarmos ganhamos confiança e expectativas em nós mesmos.

APRENDER BRINCANDO

No painel “Brincar é Coisa Séria”, Ollie Bray, da LEGO Fundation, compartilhou os benefícios de se conectar o brincar e o aprender. Segundo ele, existe um crescente interesse pela aprendizagem lúdica e criativa, pois a diversão, os momentos de brincadeira fazem parte de experiências imersivas e significativas de aprendizagem, possibilitam um maior engajamento tanto entre os estudantes, como entre professores e estudantes e envolvem momentos de colaboração, reflexão e constante iteração.

As 5 características de atividades lúdicas destacadas por Ollie e que, segundo ele, deveriam ser também características de excelentes aulas são engajamento, significado, iteração, interação, alegria e socialização. As atividades lúdicas são auto-orientadas, demandam representações simbólicas, habilidades espaciais e execução funcional… e também consciência cinestésica, visualização espacial, habilidades sensório-motoras, memória de curto e longo prazo, coordenação motora fina, flexibilidade cognitiva, autoavaliação, adaptabilidade, imitação, percepção visual, modelos mentais, pensamento sistêmico…

Ollie continua seu raciocínio, defendendo que se quisermos desenvolver criatividade nas pessoas devemos pensar mais em atividades que possibilitem a crianças e adultos trabalharem e aprenderem juntos. E deixa algumas perguntas:

  • Em sua sala de aula, com qual frequência planeja momentos em que crianças e adultos aprendam juntos?
  • Como incentivar a curiosidade?
  • Criatividade é o mesmo que imaginação?
  • Crianças são mais criativas que adultos?

Sobre essa última, apesar de muitas pessoas acharem que sim, as crianças são mais criativas que os adultos, isso não é verdade. Elas apenas aprendem de forma mais flexível, afinal ainda não passaram pelo imenso condicionamento de aversão ao erro pelo qual passamos ao longo de alguns anos das nossas vidas.

Como o aprender brincando é na verdade a maior atividade da Lego Foundation, vale olhar este link para conhecer a abordagem da fundação para o construcionismo e associação com outras linhas de pensamento que busquem desenvolver experiências significativas de aprendizagem conectando o brincar e o aprender.

EDUCADORES EM REDE

Uma coisa muito bonita de ver em todo o evento foi o engajamento de todos os participantes, tanto os que fazem parte da Rede Brasileira de Aprendizagem Criativa, como educadores que estavam entrando em contato pela primeira vez com essa abordagem. Havia abertura para o aprendizado, disposição para colocar a mão na massa e criar, havia risadas também, e muita emoção e encantamento.

Uma abordagem que nos incentiva a aprender a partir de nossas paixões, criando algo significativo que possa ser compartilhado, com a colaboração de outras pessoas e em um espírito lúdico dentro de um ambiente imersivo e engajador faz isso com as pessoas… 

MICROMUNDO

Vocês já viram o filme Escola da Vida? Não sei vocês, mas acho que o Sr. D., interpretado pelo ator Ryan Reynolds, era o mestre do micromundo.

O micromundo é algo que faz toda diferença no desenho das experiências de aprendizagem, pois convida as pessoas a mergulharem em narrativas que deixam o processo de aprendizagem muito mais divertido e significativo! As narrativas são muito poderosas.

Falando em micromundo, o sábado foi um dia super especial da CBAC, pois era a trilha da juventude, planejada para que crianças, adolescentes e adultos pudessem aprender e criar juntos. O micromundo era todo voltado para a Astronomia…

Você poderia criar seu distintivo de astronauta…

… seu traje e acessórios espaciais…

… uma base espacial…

Você poderia criar até sua própria nebulosa de algodão doce com a professora Ellen Regina Romero Barbosa, Fellow do Desafio Aprendizagem Criativa 2018 com o projeto Mãos na Massa – desbravando a cozinha da escola

… ou engenhocas espaciais…

E ainda dava para criar uma aventura no espaço, aprender a soldar (afinal nunca se sabe dos desafios que nos esperam no espaço!) e reconstruir a torre de comunicação!

E adolescentes tinham espaço para compartilhar no microfone aberto se – afinal – o jovem é um extraterrestre! Eles eram livres para falar sobre o que gostam, o que não gostam, seus sonhos e anseios!

LEVANDO A APRENDIZAGEM CRIATIVA PARA CASA

É a primeira vez que você está “ouvindo” falar da Aprendizagem Criativa? Não se preocupe! Aqui vão alguns links para você conhecê-la melhor e, quem sabe, se apaixonar por essa abordagem assim como nós =)

Curso: Aprendendo a Aprendizagem Criativa: esse curso online é super completo e disponibiliza além de fóruns para discussão, alguns vídeos e capítulos de livros para você entender melhor do que se trata a aprendizagem criativa. Os materiais ficam constantemente à disposição, mas de tempos em tempos a comunidade agita uma nova rodada de formação, para que as pessoas possam se engajar em grupos nessa jornada!

Rede Brasileira de Aprendizagem Criativa: como o nome já diz, é a rede de educadores, artistas, pais, pesquisadores, empreendedores, alunos e organizações voltada para a implantação de abordagens educacionais mais mão na massa, criativas e interessantes em escolas, universidades, espaços não-formais de aprendizagem e residências de todo o Brasil. Navegue na página, faça seu cadastro, se coloque no mapa e conecte-se!!!

Uma reflexão válida para também levar para casa é que o Tinkering, o aprender brincando e o micromundo contribuem muito para desenhar experiências de aprendizagem que levem os participantes a um estado de flow, que é um estado mental de operação na qual a pessoa está totalmente imersa no que está fazendo, caracterizado por um sentimento de total envolvimento e sucesso no processo da atividade, alta motivação, concentração e empenho. Proposto pelo psicólogo Mihaly Csikszentmihalyi, o conceito tem sido utilizado em uma grande variedade de campos, entre os quais a educação.

O gráfico abaixo ilustra que para uma atividade proporcionar um estado de flow, deve haver um equilíbrio entre o nível de dificuldade do desafio proposto e a competência de quem irá executá-lo. Desafios muito difíceis tendem a gerar um estado de ansiedade, enquanto que desafios muito fáceis tendem a gerar um estado de tédio.

Escuta

Outro ponto para levarmos para casa é a importância de ouvirmos os jovens, entrarmos no mundo deles, no cotidiano e na linguagem, sair do que queremos que os estudantes façam e compreender o que eles querem criar, para a partir desse diálogo criar algumas pontes entre nossos objetivos educacionais e as necessidades deles.

Algumas estratégias são perguntar para eles o que querem aprender, e o que querem aprender que tenha relação com alguma das tecnologias que você – enquanto professor – precisa ensinar. Quando os jovens escolhem, eles se comprometem, quando partilhamos esse poder de escolha, há engajamento.

Comunidade

Durante o painel comunidades criativas, foi levantada a questão “como podemos incentivar o compromisso dos estudantes com a comunidade do entorno” e os palestrantes Iuri Rubin e Elmara Pereira de Souza, fellows do Desafio Aprendizagem Criativa 2018 com os Centros Juvenis de Ciência e Cultura, na Bahia, destacaram que a escola também deve se comunicar com a comunidade e que muros altos não ajudam em nada. Segundo eles, as escolas devem passear pela comunidade, realizar atividades envolvendo cartografias… as atividades pedagógicas devem ser desenhadas explorando os territórios da escola, que não pode ser uma ilha, pois ela faz parte da sociedade, então o que ela faz dentro dela deve se refletir na sociedade. Elmara e Iuri ainda destacaram que muitas escolas têm muros e grades com medo do que está fora, mas o que está fora está dentro também. E, se pensarmos em cidades pequenas, às vezes a escola é o único equipamento cultural que a cidade tem, nesses casos a importância de se vincular à comunidade é ainda maior!

Como preparar o professor para a aprendizagem criativa?

Ainda no painel comunidades criativas, foi discutido o que afinal é necessário para fomentar a adoção da aprendizagem criativa pelos professores e antes de tudo os palestrantes ressaltaram importância de o profissional estar aberto, pois estamos acostumados a fazer as coisas do mesmo jeito e é necessário quebrar essa cultura. Uma estratégia seria planejar mais momentos em que professores e estudantes estejam aprendendo lado a lado.

AFINAL, O QUE É A APRENDIZAGEM CRIATIVA?

Algumas perguntas surgiram no finalzinho dos painéis: Afinal, o que é a aprendizagem criativa? Como nós podemos saber se o que fazemos está funcionando? E a Susan (maravilhosa) respondeu… que é uma questão de se apaixonar pelo processo, pelos materiais… Devemos, na verdade nos perguntar: Os estudantes estão se apaixonando pelos materiais que estão usando? Pela aprendizagem? Por todas essas diferentes tecnologias? Ao invés de perguntarmos se “será que estão aprendendo?”, “será que estamos fazendo aprendizagem criativa?”, é melhor perguntarmos “As pessoas estão se apaixonando, têm paixão pelo que estão fazendo?”. Se a resposta for sim, estamos sim fazendo a coisa certa; Mas o que é a aprendizagem criativa ainda ficou no ar… então, eis que o Raimundo Melo, de Natal, fellow do Desafio Aprendizagem Criativa de 2018 com o Projeto Fotografia, Memória e Identidade, levanta e explica a aprendizagem criativa por meio de três músicas (Raimundo, ainda estou esperando você escrever essa linda reflexão, mas por enquanto compartilho uma parte que ficou na minha cabeça):

Raimundo Melo compartilhando, com ajuda de muita música, o que é a aprendizagem criativa ❤

Pra ser feliz num lugar
Pra sorrir e cantar

Tanta coisa a gente inventa

Composição: Dominguinhos / Fausto Nilo

Ele começou com essa música, pois – como observou – como é importante na aprendizagem criativa a criação de algo, a materialização de uma ideia, de um projeto que possa ser compartilhado com outras pessoas! E por isso nos movemos, criando, inventando… e compartilhando.

Numa folha qualquer
Eu desenho um sol amarelo
E com cinco ou seis retas
É fácil fazer um castelo

Composição: Toquinho

Segunda música… Assim como a técnica da aquarela nos leva a criar mundos imaginários, essa técnica, essa imaginação que se transforma em realidade pode se aplicar a qualquer material…

Sonho que se sonha só
É só um sonho que se sonha só
Mas sonho que se sonha junto é realidade

Raul Seixas

Terceira e última música, que traz a importância da Rede, porque não dá para ficarmos isolados, pensando em revoluções somente no entorno, é necessário darmos as mãos para construirmos a grande revolução na educação e na cultura brasileira.

E certamente essa revolução não é fácil, mas aqui se encaixa perfeitamente o poema Struggle, de Mel King, recitado por Susan Klimczak durante a conferência! =)

It’s a struggle
Developing Solidarity.
It’s a struggle
Being Positive
It’s a struggle
Making Common Unity.
It’s a struggle
LIVING.
It’s a struggle
Because it’s slow
But if we Struggle
At developing Solidarity,
Being Positive
Shaping Reality,
Making Common Unity,
We will all Grow
Because to struggle
Is to work for Change,
and Change is the focus of Education,
and Education is the Basis of Knowledge,
and Knowledge is the Basis for Growth
and Growth is the Basis for
Being Positive and Being Positive
is the Basis for Building Solidarity
Building solidarity is a way to shape
Reality and Shaping Reality is Living
and Living is Loving,
So Struggle

Mel King
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1 comentário Adicione o seu

  1. Prof Jardel Borges disse:

    Minha participação é tímida aínda .Sou amante da aprendizagem criativa, minha especialização em neuro-aprendizagem dialoga diretamente com estes viés, ser e estar criativo é a mola propulsora não só do conhecimento, contudo o fundamental é se apropriar do conhecimento aliado ao real aprendizado. Isto é a consolidação do significado integral da palavra aprender com felicidade, emocionais e atrativos alternativos produzem aprendizados nos campos de interesses prazerosos. Sistematizar traçar estratégias para solucionar, aplicar e contextualizar é profundamente fundamental. Esta intencionalidade educativa me atrai muito. Parabéns.

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